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Imobiliário português na mira de investidores do Médio Oriente e Ásia

25 ago 2017
Imobiliário português na mira de investidores do Médio Oriente e Ásia
Que Portugal está na moda não é novidade. E que o imobiliário nacional está a despertar cada vez mais interesse por parte dos investidores estrangeiros também não. Um interesse oriundo de todos os cantos do mundo, nomeadamente do Médio Oriente e da Ásia. A garantia é dada por Pedro Coelho, administrador da Square, responsável pela gestão do fundo CA Património Crescente.

Segundo o responsável, os investidores estrangeiros estão atentos ao mercado português e podem até estar a fazer negócios a um nível “um bocadinho exagerado”. Ao Jornal de Negócios, o gestor adiantou que 90% das transações no mercado imobiliário português foram protagonizadas por investidores estrangeiros, mas disse acreditar que os fundos nacionais, por conhecerem melhor o mercado, estão em vantagem para fazer melhores negócios.

“Mas 90% do investimento foi feito por capital estrangeiro. Esse capital estrangeiro também é um bocadinho diferente do que era o capital estrangeiro pré-crise. Havia fundamentalmente alemães, um ou outro fundo inglês ou americano. Hoje em dia há uma diversidade muito maior do capital. Há também capital do Médio Oriente, da Ásia, que veio para cá. Houve fundos mais oportunísticos que começaram a comprar imóveis para depois vender. Nesta fase, esses fundos que compraram há dois ou três anos, já estão a vender a fundos mais clássicos”, adiantou Pedro Coelho.

O administrador enaltece a existência de investidores diferentes, mas deixa um alerta: “Claro que há um trabalho de aprendizagem para esses investidores que estão a chegar. E muitos deles vão fazer alguns erros, o que é normal quando se vai para um país novo. Os fundos nacionais têm algum capital de acréscimo, de vantagem, porque já estão no mercado há muito tempo. Muitos passaram por um período complicado porque não tinham liquidez, mas o ‘know-how’ permanece. Passando o problema da liquidez passam a estar mais disponíveis para fazer transações e se calhar em melhores condições do que alguns investidores estrangeiros, que se calhar compram num nível um bocadinho exagerado”.  

Artigo visto em 
Pedro Coelho: “Imobiliário português está a atrair capital do Médio Oriente e Ásia” (Jornal de negócios)
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